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Vale fecha acordo com Ministério Público após omissão de laudo em mina de Mariana

Mina da Fábrica Nova, pertencente à Vale, em Mariana Google/Reprodução A Vale firmou um termo de compromisso com o Ministério Público Federal (MPF) para r...

Vale fecha acordo com Ministério Público após omissão de laudo em mina de Mariana
Vale fecha acordo com Ministério Público após omissão de laudo em mina de Mariana (Foto: Reprodução)

Mina da Fábrica Nova, pertencente à Vale, em Mariana Google/Reprodução A Vale firmou um termo de compromisso com o Ministério Público Federal (MPF) para resolver irregularidades identificadas na gestão de segurança do Complexo Mina de Fábrica Nova, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A mineradora terá que destinar cerca de R$21,19 milhões após omitir à Agência Nacional de Mineração (ANM) um relatório feito em 2020. O documento apontava fatores de segurança abaixo do limite mínimo exigido na Pilha de Estéril Permanente (entenda mais abaixo sobre o caso) ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A estrutur é formada pelo material que fica entre a superfície do solo e o minério, como areia e rochas. De acordo com o Ministério Público, a situação era considerada grave devido a localização da pilha, que fica acima de um dique de contenção de sedimentos. Em caso de desmoronamento, haveria risco direto de colapso, com ameaça ao meio ambiente e à segurança de comunidades vizinhas, como o distrito de Santa Rita Durão. Laudo restrito por cerca de dois anos O Ministério Público Federal afirma que, mesmo após episódios de escorregamento de terra em 2020 e 2022, a Vale manteve o laudo restrito por cerca de dois anos. O documento só foi entregue à Agência Nacional de Mineração depois de exigências feitas durante uma fiscalização. A partir disso, a Agência interditou as estruturas em novembro de 2023. No acordo, a Vale ficou obrigada a destinar o valor de até R$ 21,19 milhões para a modernização e o fortalecimento da capacidade fiscalizatória da Agência Nacional de Mineração (ANM). Além disso, a mineradora assumiu o compromisso de comunicar sobre qualquer situação de risco grave em pilhas de estéril em Minas Gerais e apresentar um diagnóstico detalhado sobre todas as estruturas do Complexo de Fábrica Nova. O texto também determina que a vigilância nas estruturas inativas, deverá ser permanente. O g1 questionou a Vale sobre por que a empresa não comunicou previamente os riscos à ANM e aguarda retorno. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

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