TJMG derruba condenação por improbidade administrativa e absolve Alexandre Kalil
Foto de Alexandre Kalil Reprodução/ TV Globo O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) absolveu o ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao gover...
Foto de Alexandre Kalil Reprodução/ TV Globo O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) absolveu o ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas pelo PDT, Alexandre Kalil, na ação em que ele havia sido condenado por improbidade administrativa pelo descumprimento de uma decisão judicial relacionada à retirada de cancelas em um condomÃnio no bairro Mangabeiras. A decisão desta quinta-feira (23) da 5ª Câmara CÃvel afasta todas as penalidades impostas em primeira instância, entre elas a suspensão dos direitos polÃticos por cinco anos de Kalil, a proibição de contratar com o poder público e a condenação ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Segundo o TJMG, não houve comprovação de que Kalil tenha agido de forma intencional para descumprir a decisão judicial nem de que sua conduta tenha causado prejuÃzo aos cofres públicos. O voto da relatora, a juÃza convocada Beatriz Junqueira Guimarães, foi acompanhado pelos desembargadores Fábio Torres e Carlos Levenhagen, formando placar de 3 a 0 pela absolvição. Agora no g1 Entenda o caso A ação foi movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e discutia o cumprimento de uma decisão judicial que determinava a retirada de cancelas e barreiras instaladas em vias públicas do CondomÃnio Clube dos Caçadores, no bairro Mangabeiras, em Belo Horizonte. Em primeira instância, a Justiça entendeu que, durante a gestão de Alexandre Kalil na Prefeitura de Belo Horizonte, houve descumprimento da ordem judicial para reabertura das ruas e da praça pública, configurando improbidade administrativa. Na ocasião, a sentença determinou a suspensão dos direitos polÃticos do ex-prefeito por cinco anos, a proibição de contratar com o poder público ou receber benefÃcios fiscais pelo mesmo perÃodo e a condenação solidária ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reformou a decisão em segunda instância. O que dizia a acusação Segundo o Ministério Público, mesmo após uma decisão judicial expedida em 2020, as vias permaneceram fechadas por cancelas e barreiras, restringindo o acesso da população. O órgão sustentou que houve lesão ao patrimônio público pela privação do uso coletivo das vias e da praça. Também alegou que a manutenção das barreiras e a concessão de um novo termo de permissão de uso, em 2019, representaram descumprimento deliberado da decisão judicial. O processo também envolvia a Associação Comunitária do Bairro Mangabeiras III. Defesa Durante a tramitação do processo, a defesa de Alexandre Kalil sustentou que o ex-prefeito não poderia ser responsabilizado pelas estruturas instaladas no condomÃnio, que, segundo os advogados, existem desde 2005, antes do inÃcio de sua gestão na Prefeitura de Belo Horizonte. Os advogados também argumentaram que Kalil não participou diretamente da emissão do novo termo de permissão de uso e defenderam que ele não agiu de forma intencional para descumprir a decisão judicial. LEIA TAMBÉM: Brasileiro procurado pela Interpol é extraditado de Portugal e levado para presÃdio em BH BH registra queda de 57% nas hospitalizações de bebês por bronquiolite Veja os vÃdeos mais assistidos do g1 Minas: