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Suspeito de feminicídio em BH processa mãe da namorada por entrar em apartamento herdado pela vítima

Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime O homem preso suspeito de matar a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 2...

Suspeito de feminicídio em BH processa mãe da namorada por entrar em apartamento herdado pela vítima
Suspeito de feminicídio em BH processa mãe da namorada por entrar em apartamento herdado pela vítima (Foto: Reprodução)

Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime O homem preso suspeito de matar a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, entrou na Justiça alegando que a mãe dela teria entrado no apartamento onde o casal vivia, na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, sem autorização dele, dias após a morte dela. Adalton Martins Gomes, de 45 anos, ajuizou uma ação cível contra o condomínio e a administradora do prédio após registrar um boletim de ocorrência relatando uma suposta invasão ao imóvel, herdado por Giovanna do pai e avaliado em cerca de R$ 900 mil. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp De acordo com a Polícia Civil, o homem ficou no apartamento da estudante depois da morte dela. Giovanna morreu em 9 de fevereiro. Adalton acusa a mãe dela de tentativa de invasão no dia 24 daquele mês. O suspeito e a vítima estavam juntos havia cerca de quatro meses. Após a morte de Giovanna, Adalton também tentou obter na Justiça o reconhecimento de união estável com a estudante. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ele tinha interesse patrimonial no imóvel e em outros bens deixados pela jovem. Adalton foi preso na última sexta-feira (15), depois que o caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio. Giovanna foi encontrada morta no apartamento em 9 de fevereiro deste ano (relembre abaixo). Sem filhos, a herança poderia ser dividida entre o companheiro sobrevivente e os pais da vítima, conforme a ordem sucessória prevista no Código Civil Brasileiro. O g1 tenta contato com a defesa de Adalton. Fotos mostram Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH, e o homem preso suspeito de feminicídio Reprodução/ Polícia Civil 'Falha na segurança' Na ação, obtida pela reportagem, Adalton pede acesso a imagens das câmeras de segurança, registros do livro de ocorrências e documentos internos relacionados ao controle de entrada no edifício. Segundo ele, o objetivo seria comprovar uma falha na segurança do condomínio após a mãe da vítima ter acesso ao apartamento. De acordo com o boletim de ocorrência anexado ao processo, Adalton afirmou à Polícia Militar que a mãe de Giovanna entrou no apartamento acompanhada de um advogado sem a autorização dele. O homem alegou ainda que foram levados dinheiro, aparelhos eletrônicos e documentos pessoais da jovem. Ainda segundo o registro policial, Adalton afirmou que havia comunicado previamente à portaria que ninguém poderia entrar no imóvel durante sua ausência. Ele também disse que a entrada ocorreu após o uso de uma chave reserva do apartamento. O processo tramita na 11ª Vara Cível de Belo Horizonte e ainda está em fase inicial. Até o momento, não houve decisão sobre o pedido de entrega das imagens e documentos. LEIA TAMBÉM Governo de MG anuncia primeira mulher no comando-geral da PM Líquido achado em sítio no Ceará é petróleo cru, conclui ANP Prisão por feminicídio Adalton Martins Gomes foi preso preventivamente na última sexta-feira (15), depois que a morte de Giovanna passou a ser investigada como feminicídio. A estudante foi encontrada morta dentro do apartamento no dia 9 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi tratado como possível suicídio, porque havia medicamentos espalhados pelo imóvel e a jovem tinha histórico de depressão. As investigações tiveram reviravolta após o laudo de necropsia concluir que Giovanna morreu por asfixia causada por sufocação direta, com obstrução externa das vias respiratórias. Segundo a Polícia Civil, Adalton foi a última pessoa a estar com a vítima antes da morte. Imagens de segurança mostraram o suspeito deixando o prédio horas antes de o corpo ser encontrado por uma amiga da jovem. A investigação aponta ainda que, após a morte, Adalton enviou mensagens e áudios a amigas de Giovanna pedindo ajuda para formalizar o reconhecimento da união estável. A jovem havia herdado o apartamento onde morava e também tinha valores a receber relacionados ao inventário do pai. Fotos mostram momento em que suspeito é preso pela polícia e também no dia do crime, quando foi flagrado por câmeras de segurança PCMG/Divulgação Vídeos mais assistidos do g1 MG

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