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Passos registra menor média de cobertura vacinal entre as maiores cidades do Sul de Minas

Passos registra menor média de cobertura vacinal entre as maiores cidades do Sul de Minas Passos (MG) registrou a menor média de cobertura vacinal entre as qu...

Passos registra menor média de cobertura vacinal entre as maiores cidades do Sul de Minas
Passos registra menor média de cobertura vacinal entre as maiores cidades do Sul de Minas (Foto: Reprodução)

Passos registra menor média de cobertura vacinal entre as maiores cidades do Sul de Minas Passos (MG) registrou a menor média de cobertura vacinal entre as quatro maiores cidades do Sul de Minas no conjunto dos principais imunizantes do calendário de rotina. De acordo com levantamento feito pela produção da EPTV, o município alcançou cobertura média de 74,78%. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O dado que mais preocupa é o da poliomielite. A cobertura da primeira dose é de 75,2%, mas cai para 65,2% no primeiro reforço. A diferença indica que parte das crianças inicia o esquema vacinal, mas não retorna para completar todas as doses necessárias. A importância da imunização é levada a sério pela jornalista Maria Júlia Tomura e sua família. O filho dela, Matheu, tem apenas seis meses de vida e segue rigorosamente o calendário de vacinação. Além das vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os pais também investem em imunizantes disponíveis na rede particular. "A gente se programou, se programou bastante desde a gravidez para já começar a dar prioridade para as vacinas, tanto financeiramente, que também é importante. Então a gente faz o acompanhamento do nosso neném, o Matheu, com as vacinas na rede pública e faz o complemento da vacinação aqui na rede particular também", afirmou a jornalista. Passos registra menor média de cobertura vacinal entre as maiores cidades do Sul de Minas Reprodução EPTV Maria Júlia também destacou a responsabilidade coletiva envolvida na vacinação infantil. "Não atinge somente o filho da pessoa que escolhe, porque são doenças contagiosas. Então, se você escolhe e não dá no seu filho, você pode estar prejudicando o filho de alguém também", disse. Outras vacinas também apresentam índices abaixo da meta em Passos. Na tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, a primeira dose atinge 85,8%, enquanto a segunda fica em 75,1%. Já a vacina contra a febre amarela tem cobertura de 73,68% na primeira dose, mas apenas 74,8% desse público retorna para receber o reforço. Em contrapartida, algumas vacinas aplicadas nos primeiros meses de vida registram melhores resultados no município. A cobertura da BCG é de 96,4%, enquanto a da vacina contra hepatite B, considerando a aplicação até 30 dias após o nascimento, chega a 95,6%. Segundo a referência técnica de imunização, Priscila Faria, o município tem buscado facilitar o acesso às vacinas. "As mães hoje trabalham, a carga horária de trabalho é longa, então a gente procura ter salas de vacinas abertas nos finais de semana, também em horário de almoço para facilitar. Todas as vacinas são importantes, a poliomielite é uma vacina importantíssima, ela previne contra paralisia infantil, uma doença tão grave. Então as mães devem fazer um esforço para manter o cartão em dia das crianças", afirmou. Passos tem a menor cobertura vacinal entre as maiores cidades do Sul de Minas O cenário é diferente nas demais maiores cidades da região. Em Varginha, vacinas como BCG, hepatite B, poliomielite e tríplice viral registram cobertura média superior a 100%. Em Pouso Alegre, a média de cobertura vacinal é de 96,30%. Já em Poços de Caldas, o índice é de pouco mais de 82%. Para o pediatra André Luiz Silva, a baixa adesão aos reforços representa um risco importante para a saúde pública, já que doenças consideradas controladas podem voltar a circular. "É uma preocupação contínua nossa. Essas doenças tão prevalentes, a vacina nós dizemos que paga um preço caro pela sua alta eficácia. Porque dá a falsa sensação de que a população, quando você não enxerga uma doença, a população está protegida. Mas se tiver índices de cobertura vacinal baixos, aí o risco de surtos e doenças graves aumenta", alertou o médico. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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