MPF quer bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale e suspensão de atividades em mina onde houve vazamento; governo aumenta valor de multa
O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal, nesta sexta-feira (30), o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas bancárias da Vale. Foi solicit...
O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal, nesta sexta-feira (30), o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas bancárias da Vale. Foi solicitada, ainda, a suspensão do direito de venda ou transferência da Mina de Fábrica e a interrupção das atividades na estrutura, onde ocorreu um vazamento no último domingo (25). Em outra medida, o governo de Minas Gerais decidiu, também nesta sexta, ampliar a multa aplicada à empresa de R$ 1,7 milhão para R$ 3,3 milhões. No domingo, o extravasamento de uma cava da Mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, provocou o vazamento de água com sedimentos na estrutura da mineradora. No mesmo dia, outra unidade da Vale, a Mina Viga, em Congonhas, teve um transbordamento semelhante. O governo de Minas Gerais autuou a empresa em R$ 1,7 milhão. O vídeo abaixo mostra o momento em que o almoxarifado da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), próximo à Mina de Fábrica, foi tomado pela água com sedimentos que transbordou da estrutura da mineradora: Vídeo mostra homem ilhado em almoxarifado da CSN após estrutura da Vale transbordar Sem autorização para estrutura de contenção O MPF informou que, na Mina de Fábrica, embora a Vale tivesse autorização para depositar rejeitos no local temporariamente, a licença de fábrica proibia expressamente a construção de qualquer estrutura de contenção, como uma barragem, dentro da cava. O g1 entrou em contato com a Vale, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem "Vistorias técnicas revelaram que a empresa utilizava uma estrada de acesso interno como se fosse um barramento para segurar o volume de água e rejeitos. Como essa via não foi projetada para suportar tal pressão, ela colapsou após o acúmulo de chuvas, liberando uma onda de lama e água sobre o meio ambiente e atingindo até escritórios de um empreendimento minerário vizinho", diz a nota do MPF. Multa do governo ampliada A atualização do valor da multa aplicada pelo governo levou em conta a reincidência da mineradora em infrações ambientais semelhantes, como um caso ocorrido em 2023, em Brumadinho. Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), além da penalidade financeira, foram exigidas medidas com: agilidade na comunicação de ocorrências; adoção imediata de medidas de segurança; suspensão preventiva das atividades nas áreas afetadas até a eliminação dos riscos ambientais. Vídeos mais vistos do g1 Minas: