Justiça converte em preventiva prisão de funcionário que matou chefe a tiros após advertência em MG
Funcionário mata chefe após receber advertência no trabalho em MG A Justiça converteu em preventiva a prisão de Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos,...
Funcionário mata chefe após receber advertência no trabalho em MG A Justiça converteu em preventiva a prisão de Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, suspeito de matar a tiros o chefe, José Wilson de Oliveira, de 60 anos, em Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (9), durante audiência de custódia. Segundo a Polícia Militar (PM), Sinésio era subordinado à vítima e foi advertido após se recusar a cumprir uma ordem na terça-feira (7). No mesmo dia, depois do expediente, ele foi até a casa do chefe e o matou a tiros. Veja o vídeo abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp O corpo de José foi sepultado na tarde de quarta-feira (8), no Cemitério da Saudade. O suspeito foi preso em flagrante no dia do crime. O g1 tenta contato com a defesa do suspeito. Segundo a chefe Administrativo e Financeiro do Saae, Valdeti Aparecida Oliveira Leite, a vítima e o suspeito trabalhavam junto há 15 anos. Audiência de custódia Sinésio Omar da Costa Júnior é suspeito de matar José Wilson de Oliveira, em Piumhi Redes Sociais/Reprodução Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o juiz confirmou a prisão em flagrante e determinou que o suspeito continue preso. A prisão preventiva foi decretada para evitar novos riscos e garantir que o suspeito responda pelo crime na Justiça. O juiz afirmou que há provas da ocorrência do crime e indícios de autoria. Segundo a decisão, a morte de José Wilson foi confirmada por registros médicos. A arma usada no crime, um revólver calibre .32, foi apreendida. Testemunhas, incluindo a esposa da vítima, e imagens de câmeras de segurança, apontam Sinésio como autor. O juiz destacou a gravidade do crime e a forma como ele foi cometido. Segundo a decisão, o caso ocorreu após um desentendimento no ambiente de trabalho, horas antes, motivado por uma medida disciplinar aplicada ao suspeito. A Justiça considerou que o suspeito apresentou risco ao fugir após o crime. Ele usou veículos diferentes e escondeu a arma e roupas na zona rural. Depois, foi localizado em outra cidade. Para o magistrado, medidas cautelares alternativas não são suficientes diante da gravidade do caso. A decisão também aponta que o suspeito teria agido com frieza e feito uma ameaça após os disparos. A Justiça converteu a prisão em flagrante de Sinésio em preventiva, sem prazo determinado, para garantir o andamento do processo e evitar novos riscos. Quem era o funcionário morto pelo subordinado: 'Conciliador' Chefe foi morto pelo subordinado em casa José Wilson de Oliveira, de 60 anos, foi morto dentro de casa, em Piumhi Saae/Divulgação No boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), a esposa de José Wilson relatou que ouviu o primeiro disparo e correu para a garagem da casa. Ela encontrou o marido caído no chão e o suspeito parado em frente ao portão, com a arma na mão. Segundo a mulher, o homem ainda perguntou se a vítima queria levar outro tiro. "Tá bom só esse, ou você quer mais um?", disse Sinésio, segundo a esposa da vítima. Em seguida, o homem fez um disparo para o alto e fugiu. Ele foi localizado e preso ainda no mesmo dia, em Pedra do Indaiá, enquanto tentava escapar. LEIA TAMBÉM: Patrão morre após ser esfaqueado por funcionário em confraternização Funcionário que matou patrão em confraternização é absolvido Vereador preso ameaçou mulher mesmo depois de agredi-la com garrafa VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas