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Idosa de 85 anos coleciona álbuns da Copa do Mundo e monta esquema de troca de figurinhas com as netas

Aos 85 anos, idosa coleciona álbuns da Copa do Mundo Uma paixão pelo futebol que reúne casa cheia, bandeiras espalhadas pela sala, gritos a cada gol e figuri...

Idosa de 85 anos coleciona álbuns da Copa do Mundo e monta esquema de troca de figurinhas com as netas
Idosa de 85 anos coleciona álbuns da Copa do Mundo e monta esquema de troca de figurinhas com as netas (Foto: Reprodução)

Aos 85 anos, idosa coleciona álbuns da Copa do Mundo Uma paixão pelo futebol que reúne casa cheia, bandeiras espalhadas pela sala, gritos a cada gol e figurinhas repetidas sobre a mesa. É assim que a aposentada de Juiz de Fora, Maria de Oliveira, de 85 anos, vive a emoção da Copa do Mundo. Ao longo de 20 anos, ela mantém uma tradição especial nesse período: colecionar álbuns do mundial. Dona Maria decidiu começar a colecionar exemplares na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Desde então, nunca mais parou e segue firme na missão de completar cada edição. Hoje, uma das partes favoritas ainda é abrir os pacotinhos, na expectativa de encontrar os cromos mais desejados. “Adoro quando abro um pacote e encontro algum jogador do Brasil ou estrangeiro de que gosto muito", disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Mas nem os álbuns escapam das emoções do futebol. Em quase 20 anos em que coleciona figurinhas e acompanhou seis Copas do Mundo, apenas uma edição ficou incompleta: “Só não completei o de 2014. Depois da derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1, não mexi mais naquele álbum”, relembrou. Maria de Oliveira, de Juiz de Fora, coleciona álbuns da Copa do Mundo desde 2006 Arquivo Pessoal As trocas de figurinhas também se tornaram uma missão em família. Enquanto Dona Maria organiza a coleção e controla as que ainda faltam, as netas entram em campo nas negociações. “As minhas netas trocam para mim na faculdade e na escola. Eu fico só administrando quais estão faltando". Para a idosa, os álbuns simbolizam memória, encontro e alegria. E, quando tenta resumir o significado da coleção, Dona Maria responde sem hesitar: "É a alegria de ver os melhores do mundo juntos de tempos em tempos". Entre os jogadores favoritos de todas as Copas estão Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Rivaldo, o português Cristiano Ronaldo e o francês Mbappé. Da seleção atual, ela não esconde a preferência, "O melhor é o Neymar. Ainda bem que ele foi convocado". Apesar da convocação do camisa 10, ainda há uma dúvida: ele estará no álbum dela? Na versão inicial, o jogador não aparecia, mas, segundo a Panini, haverá atualização das figurinhas da seleção. Memórias das Copas Maria de Oliveira com o álbum de figurinhas da Copa da Rússia Arquivo Pessoal A relação da torcedora octogenária com o esporte começou muito antes dos pacotinhos e das páginas coloridas. As primeiras lembranças vieram ainda na infância, na roça, quando ouvir falar do rei Pelé já parecia algo quase mágico, tudo isso sem rádio ou televisão por perto. “Lembro de um tio querido que sempre falava do Pelé com muito entusiasmo. Dizia que ele jogava muito bem, mas até então eu nunca tinha visto. Só ouvia falar das vitórias do Brasil nas Copas de 1958 e 1962”, contou. A paixão ganhou força na década de 1970, quando ela comprou a primeira televisão e pôde acompanhar uma Copa pela primeira vez. Maria relembra com carinho o torneio daquele ano, no México, marcado pelo tricampeonato da Seleção Brasileira. “Vários vizinhos foram ver lá em casa. Era criança e adulto para todo lado. A casa ficou lotada”, brincou. O que antes era apenas imaginação, construída pelas histórias do tio, ganhou imagem, som e emoção. Vieram as narrações dos jogos, os dribles na televisão e as camisas verde e amarelas que ocupavam a sala da casa. Com o passar dos anos, a torcida também cresceu, chegaram os filhos, os netos e as novas gerações, que passaram a compartilhar o mesmo ritual durante as Copas. “Durante a infância, nunca pude acompanhar, pois não tinha acesso a rádio na roça. Mas, depois de adulta, pude ter TV e sempre vejo desde então. Sempre fiz questão de reunir a família para ver a Copa em casa. Decorava com bandeirinhas e era uma farra", lembrou. Antes do fim da entrevista, Dona Maria ainda lembrou da Copa do Mundo mais marcante. Para ela, foi a de 2002, sem hesitar. “Foi a reviravolta do Ronaldo Fenômeno. Ele é o melhor de todos os tempos". A aposentada ainda recordou a confusão no dia da final contra a Alemanha, quando a energia acabou perto do fim do primeiro tempo. “Foi uma gritaria. Meu genro pegou o carro e fomos todos para a casa dele, em outro bairro, para terminar de assistir ao jogo. Foi uma emoção danada”, finalizou. LEIA TAMBÉM: Álbum da Copa: confira pontos de troca de figurinhas em Juiz de Fora Maria de Oliveira é fã do ex-atacante Ronaldo Fenômeno Arquivo Pessoal VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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