Filha é indiciada pela polícia por morte da mãe em incêndio tratado inicialmente como acidental em MG
Incêndio em residência deixa uma pessoa morta no centro de Boa Esperança, MG O incêndio que resultou na morte de uma idosa no Centro de Boa Esperança (MG) ...
Incêndio em residência deixa uma pessoa morta no centro de Boa Esperança, MG O incêndio que resultou na morte de uma idosa no Centro de Boa Esperança (MG) no dia 12 de maio, inicialmente tratado como uma fatalidade acidental, foi concluído pela Polícia Civil como um caso de homicídio qualificado. O inquérito foi encaminhado ao Judiciário e aponta a própria filha da vítima, de 42 anos, como autora do crime. 📲 Siga o g1 Sul de Minas no Instagram De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Alexandre Boaventura, a reviravolta ocorreu após laudos periciais e análises técnicas confirmarem que o fogo não teve origem acidental. A partir das conclusões dos especialistas, entre eles equipes do Corpo de Bombeiros e eletricistas, a polícia alterou a linha de investigação e passou a ouvir testemunhas. Ao todo, 15 depoimentos foram colhidos durante a apuração. Segundo a Polícia Civil, mãe e filha moravam juntas e mantinham um histórico de conflitos familiares relacionados a questões financeiras. As investigações apontaram que, na manhã do dia do ocorrido, as duas discutiram após a idosa pedir que a filha deixasse a residência. Durante o desentendimento, a vítima caiu ao chão e ficou desacordada depois de, aparentemente, bater a cabeça. Incêndio em residência deixa mulher morta no Centro de Boa Esperança, MG Corpo de Bombeiros / Funerária Pax Santa Rita Conforme a polícia, temendo as consequências da situação e sem verificar se a mãe ainda estava viva, a mulher ateou fogo ao cômodo com o objetivo de ocultar o fato e simular um acidente. Confrontada com o conjunto de provas reunidas durante a investigação, a suspeita confessou o crime na delegacia. Ela foi indiciada por homicídio qualificado. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que vai avaliar o oferecimento de denúncia à Justiça. Caso a denúncia seja aceita, a mulher poderá ser submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri. Segundo a Polícia Civil, como não houve flagrante e não há, até o momento, determinação judicial em sentido contrário, a investigada responde ao caso em liberdade. Relembre o caso A vítima foi identificada como Graça Maria Nogueira Silva, que morreu carbonizada após um incêndio atingir uma residência na Rua Godofredo Moreira, no Centro de Boa Esperança, no dia 12 de maio. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h50. Quando as equipes chegaram ao local, encontraram o imóvel tomado por fumaça intensa e iniciaram imediatamente o combate às chamas. Incêndio em casa no centro de Boa Esperança deixa uma pessoa morta Corpo de Bombeiros Durante a operação, os militares receberam a informação de que poderia haver uma pessoa no interior da casa. Enquanto combatia o incêndio, a equipe realizou buscas e localizou um corpo completamente carbonizado em um dos quartos, sob os escombros de móveis que haviam sido destruídos pelo fogo. O combate às chamas durou cerca de uma hora. Os bombeiros conseguiram evitar que o incêndio se espalhasse por toda a residência, mas o quarto onde a vítima foi encontrada ficou totalmente destruído. Na época, a perícia técnica inicial não havia identificado indícios imediatos de crime e trabalhava com a hipótese de um incêndio acidental. Também foi considerada a possibilidade de que a moradora estivesse dormindo sob efeito de medicamentos. O cenário, porém, mudou completamente com o avanço das investigações, os laudos técnicos e a confissão da suspeita. Graça Maria Nogueira Silva foi sepultada no Cemitério Municipal de Boa Esperança. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas