'Bairro inabitável': demolição de casas do macromural no Esplanada, em Juiz de Fora, está prevista, diz prefeita
Érica Salazar e Margarida Salomão no MG1 desta quinta-feira (30) Luiza Sudré/g1 As casas localizadas no primeiro macromural artístico de Juiz de Fora, no ba...
Érica Salazar e Margarida Salomão no MG1 desta quinta-feira (30) Luiza Sudré/g1 As casas localizadas no primeiro macromural artístico de Juiz de Fora, no bairro Esplanada, serão demolidas. A informação foi divulgada pela prefeita Margarida Salomão (PT) em entrevista à TV Integração nesta quinta-feira (30). Em março, o g1 mostrou que o Executivo estudava essa opção. Após as chuvas de fevereiro, que deixaram 66 mortos, o local foi um dos mais afetados. “Está prevista para acontecer. Essas pessoas [moradores] estão no programa ‘Casa Assistida’. Nós estamos acompanhando. Tivemos uma reunião com elas na semana passada", disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Ainda não há uma data para a demolição do local, que tem mais de 90 imóveis. “De toda forma, a situação é muito precária e, infelizmente, é um bairro inabitável”, concluiu. Macromural do bairro Esplanada, em Juiz de Fora Juliana Netto/g1 Margarida também afirmou que os moradores do bairro Três Moinhos serão incluídos no programa de Compra Assistida. “O bairro pode deixar de existir, já que é uma área que está comprometida e apresenta risco máximo”. Ainda durante o MG1, a prefeita fez um balanço da situação atual da cidade e falou sobre o fechamento da estrada Engenheiro Gentil Forn e da rua José Lourenço, principais vias de acesso à Cidade Alta, além dos deslizamentos de terra que atingiram o Morro do Cristo. Veja abaixo. Morro do Cristo Chuva causa deslizamento no Morro do Cristo, em Juiz de Fora TV Integração/Reprodução Sobre os imóveis interditados abaixo do Morro do Cristo, Margarida afirmou que um projeto de contenção está em andamento, mas ainda não há data para o início dos trabalhos, que devem custar cerca de R$ 130 milhões. “Está impedido de morar naquela região. Foi contratado, na semana passada, o projeto. Então, a expectativa é de que ele seja concluído com a maior agilidade, em cerca de três semanas, para que então seja possível levar ao governo federal, porque esses recursos são federais. Ou poderiam ser estaduais, se houvesse algum programa nesse sentido, mas não há”, completou. Um relatório apontou 'risco muito alto' no local e a Defesa Civil manteve as interdições. Ruas de acesso à Cidade Alta Estrada Engenheiro Gentil Forn, em Juiz de Fora, após as chuvas de fevereiro TV Integração/Reprodução As principais vias de acesso à Cidade Alta ainda vão permanecer interditadas por tempo indeterminado. Sobre a estrada Engenheiro Gentil Forn, Margarida disse que o projeto foi contratado e os recursos obtidos. Já a rua José Lourenço, no bairro Borboleta, a Prefeitura realiza novas inspeções para avaliar a extensão dos danos. Museu Mariano Procópio Sobre o Museu Mariano Procópio, interditado desde as chuvas, a prefeita informou que o especialista em contenção Agostinho Ogura realizou uma vistoria no local. O projeto de intervenção deve ser entregue na próxima segunda-feira (4). A partir disso, será elaborado um plano de contingência para viabilizar a reabertura do local. LEIA TAMBÉM: Juiz de Fora ainda tem ‘amontado’ de destruição 2 meses após chuva que deixou 66 mortos; FOTOS Dois meses após chuva que deixou 66 mortos em Juiz de Fora, moradores de quase 50 ruas seguem fora de casa VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes