Além da bandeja: como garçom transformou o atendimento em uma arte de conectar com pessoas em MG
Mateus Ângelo garçom de Bom Despacho Mateus Ângelo/ Arquivo pessoal No Dia do Garçom, nesta terça-feira (11), os profissionais que são o cartão de visita...
Mateus Ângelo garçom de Bom Despacho Mateus Ângelo/ Arquivo pessoal No Dia do Garçom, nesta terça-feira (11), os profissionais que são o cartão de visita de restaurantes e mestres da hospitalidade são celebrados. Em Bom Despacho, a rotina frenética do salão ganha um novo significado através dos olhos de Mateus Ângelo da Silva, que encontrou na profissão muito mais do que uma fonte de renda, mas também um propósito. No restaurante Deck, o garçom de 22 anos compreendeu cedo o que muitos levam décadas para descobrir: além da bandeja, o trabalho de um garçom não é medido por quanto se vende, mas por quantas histórias se atravessa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Mateus iniciou sua trajetória aos 18 anos, levado pelas mãos da mãe, que também atuava no restaurante. O que começou como uma busca por renda extra logo se transformou em uma identidade. "Eu me embolei, fiz confusão", relembrou ele com honestidade sobre o seu primeiro dia. Agora no g1 Quatro anos depois, o garçom que hesitou no início se tornou uma referência de carisma e equilíbrio. Para Mateus, a comunicação flui como uma conversa entre velhos amigos. Ele não vê o cliente como um número em uma mesa, mas como um universo particular. "Não é sobre vendas, são sobre pessoas", disse. E é essa filosofia que o salvou nos dias difíceis. Mateus guarda com carinho a história de um cliente que chegou ao restaurante tratando a todos com rispidez. Em vez de revidar ou se fechar, o garçom escolheu o caminho da conquista. "Fui conquistando, fui conquistando. No final, ele me elogiou muito e hoje temos uma grande amizade". Para Mateus, esse é o verdadeiro troféu da profissão: transformar um momento de tensão em um laço duradouro. O que torna a perspectiva de Mateus profunda é sua capacidade de separar o cansaço do espírito. Ele enfrenta uma rotina pesada, trabalhando dia e noite, e admite que também tem dias difíceis. No entanto, ao cruzar a porta do Deck, deixa os próprios problemas do lado de fora. "Eu aprendi que, independente dos problemas, tudo passa. Nenhum sofrimento é duradouro", refletiu. Essa máxima não é apenas um conselho para a vida, mas sua estratégia de sobrevivência no salão. Segundo Mateus, é o que permite que ele mantenha a alegria, que brinque, dê risada mesmo quando o cliente está "entornado" de bebida ou quando a casa está sob pressão máxima. Para ele, o garçom, muitas vezes, é o porto seguro de quem senta à mesa para fugir da própria rotina. Neste Dia do Garçom, Mateus não quer falar sobre técnicas de serviço ou etiqueta. Ele quer falar sobre resistência e otimismo. "Às vezes parece tudo difícil, impossível. Às vezes a gente não tem nem capacidade de atender outras pessoas", admitiu. *Estagiária sob supervisão de Guilherme Gonçalves. LEIA TAMBÉM: IFMG de Formiga está entre 20 melhores escolas públicas de ensino médio de MG Vacas deixam o pasto, passam a viver em ‘cama’ e produção de leite dobra Triatleta encontra na paternidade de trigêmeas sua maior prova VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas