Laudo aponta bactérias na água da Maternidade Odete Valadares, em BH, e risco de contaminação
Fachada da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte Arquivo ALMG/Reprodução Funcionários da Maternidade Odete Valadares, na Região Centro-Sul de Belo ...
Fachada da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte Arquivo ALMG/Reprodução Funcionários da Maternidade Odete Valadares, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, denunciam a presença de bactérias e o risco de contaminação da água na unidade. De acordo com servidores, a análise foi feita pela própria Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) em 14 de abril e foi divulgada para os gestores da unidade em 6 de maio. Os resultados indicaram alterações em parâmetros de qualidade da água e a presença de duas bactérias. Uma delas é a Pseudomonas aeruginosa, que atinge principalmente pessoas com baixa imunidade e pode causar infecções graves. A outra é a Hererotróficas, que indica que pode haver uma falha nos processos de desinfecção ou acúmulo de matéria orgânica no sistema. As informações, segundo os funcionários, constam em um memorando divulgado internamente. As análises foram feitas em diversos pontos da maternidade, incluindo CTI adulto, CTI neonatal, bloco cirúrgico, Unidade de Terapia Intensiva Materna (UTIM), Lactário e Central de Material Esterilizado (CME). Segundo funcionários, mesmo após a divulgação dos resultados, materiais hospitalares continuam sendo processados e esterilizados com utilização da água. Eles também relatam episódios de diarreia entre servidores e preocupação com possíveis riscos assistenciais, principalmente em áreas de maior vulnerabilidade, como o CTI neonatal. O que diz a Fhemig Em nota, a Fhemig informou que após o resultado da análise foi realizada, "imediatamente, a limpeza e desinfecção dos reservatórios e caixas d'água da unidade" (veja a nota na íntegra ao fiim da reportagem. "Foram promovidos treinamentos e orientações aos profissionais responsáveis pelos procedimentos de limpeza e desinfecção. Não há registros de ocorrência referentes a sintomas gastrointestinais entre servidores. Também não houve infecções hospitalares nos meses de abril e maio, comprovando que não há impactos do ocorrido pontualmente", informou em nota. Vídeos em alta no g1 LEIA TAMBÉM TCE-MG autoriza oferta de ações para privatização da Copasa Mendonça converte em preventiva prisão de Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro e investigado no caso Banco Master Água é usada em diferentes procedimentos da maternidade Para a TV Globo uma funcionária que preferiu não ser identificada informou que a água é utilizada em procedimentos essenciais da rotina hospitalar, como lavagem das mãos, higienização de materiais e processos de esterilização. Ela relatou que as análises são realizadas periodicamente, em média a cada três meses, em torneiras, pias utilizadas por profissionais de saúde e também na caixa d’água do hospital. Segundo ela, o laudo mais recente teria sido emitido em 6 de maio, mas os funcionários só teriam recebido a comunicação interna na última terça-feira (12). Os trabalhadores afirmam que aguardam medidas mais efetivas de contenção e questionam se todas as recomendações técnicas de limpeza e desinfecção teriam sido executadas. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde e com a Copasa, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Íntegra da nota da Fhemig "A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informa que segue rígidos protocolos sanitários e realiza monitoramento constante para garantir a qualidade da água em todas as unidades. A água de consumo dos pacientes e servidores é mineral. Durante análise programada realizada em abril foi identificada presença de Pseudomonas aeruginosa e bactérias heterotróficas em alguns pontos da Maternidade Odete Valadares. Entre as medidas adotadas, a Fundação realizou, imediatamente, a limpeza e desinfecção dos reservatórios e caixas d’água da unidade, além da execução das demais ações recomendadas no plano de ação. Adicionalmente, foram promovidos treinamentos e orientações aos profissionais responsáveis pelos procedimentos de limpeza e desinfecção, visando garantir o cumprimento dos critérios técnicos e protocolos estabelecidos. Não há registros de ocorrência referentes a sintomas gastrointestinais entre servidores. Também não houve infecções hospitalares nos meses de abril e maio, comprovando que não há impactos do ocorrido pontualmente. A instituição segue acompanhando as análises da água, adotando as medidas necessárias para garantir a segurança assistencial de pacientes, acompanhantes e trabalhadores." Veja os vídeos mais vistos do g1 Minas: