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Justiça suspende licitação bilionária para construção de complexo hospitalar em BH

Justiça suspende concessão de complexo hospitalar A Justiça determinou a suspensão da licitação da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig...

Justiça suspende licitação bilionária para construção de complexo hospitalar em BH
Justiça suspende licitação bilionária para construção de complexo hospitalar em BH (Foto: Reprodução)

Justiça suspende concessão de complexo hospitalar A Justiça determinou a suspensão da licitação da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) para a construção e operação do Complexo de Saúde Hospital Padre Eustáquio (HoPE), na capital mineira. A decisão liminar foi assinada pelo juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte. A medida atende a um pedido do Ministério Público, que questiona a legalidade do edital de concorrência internacional em uma ação judicia. Segundo a promotoria, MG não possui uma lei estadual que regulamente a concessão dos serviços públicos previstos no projeto (leia mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Com a decisão, o estado e a Fhemig devem interromper imediatamente o andamento da licitação e ficam proibidos de praticar novos atos que possam levar à contratação da empresa vencedora ou à assinatura do contrato até nova deliberação da Justiça. O projeto prevê investimentos de R$ 2,4 bilhões e uma concessão administrativa com duração de 30 anos para a construção e operação do Complexo de Saúde HoPE no terreno do Hospital Galba Velloso, no bairro Gameleira. Em nota, o governo de Minas disse que "confia na legalidade dos trâmites da concessão" e que "demais manifestações sobre o tema serão dadas nos autos do processo". Cabe recurso da decisão. Projeto arquitetônico do Complexo Hospitalar Padre Eustáquio, em BH Divulgação Entenda o caso Na ação civil pública, o Ministério Público argumenta que a concessão proposta no edital não possui respaldo legal porque Minas Gerais não conta atualmente com uma legislação específica para autorizar esse tipo de delegação de serviço público. O órgão afirma que a ausência dessa regulamentação violaria a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Federal nº 9.074/1995, que trata das concessões e permissões de serviços públicos no país. Ao analisar o pedido, o juiz Wenderson de Souza Lima considerou que os argumentos apresentados pelo MP têm plausibilidade jurídica e que há risco de prejuízo ao interesse público caso a licitação avance antes da análise definitiva do caso. Na decisão, o magistrado destacou que o certame envolve valores bilionários e um contrato de longa duração. De acordo com ele, permitir o prosseguimento da concorrência poderia criar uma situação de difícil reversão caso a Justiça conclua, no futuro, pela ilegalidade do processo. O juiz também observou que Minas Gerais já teve uma legislação sobre concessão de serviços públicos, a Lei Estadual nº 14.868/2003, posteriormente revogada sem substituição por outra norma semelhante. Multa por descumprimento A decisão prevê multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da ordem judicial. O valor está limitado a R$ 1 milhão e deverá ser destinado ao Fundo Estadual de Saúde. O processo continua em tramitação, e o estado e a Fhemig ainda poderão apresentar contestação à ação. Complexo de hospitais O edital prevê a construção do HoPE no terreno do Hospital Galba Velloso, no bairro Gameleira, via parceria público-privada (PPP). O investimento total será de cerca de R$ 2,4 bilhões. O complexo vai absorver quatro unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig): Hospital Eduardo de Menezes Hospital Alberto Cavalcanti Hospital Infantil João Paulo II Maternidade Odete Valadares

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