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Família acredita que cuidadora morta por hepatite A em Juiz de Fora contraiu vírus ao ajudar vítimas de enchente

Ângela Cristina Terra Pinto, primeira vítima por hepatite A em Juiz de Fora Thaís Terra Pinto/Arquivo Pessoal A família da cuidadora de idosos, Ângela Cris...

Família acredita que cuidadora morta por hepatite A em Juiz de Fora contraiu vírus ao ajudar vítimas de enchente
Família acredita que cuidadora morta por hepatite A em Juiz de Fora contraiu vírus ao ajudar vítimas de enchente (Foto: Reprodução)

Ângela Cristina Terra Pinto, primeira vítima por hepatite A em Juiz de Fora Thaís Terra Pinto/Arquivo Pessoal A família da cuidadora de idosos, Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, que morreu por complicações da hepatite A, acredita que a mulher contraiu o vírus ao sair de casa para ajudar amigos logo após a tragédia da chuva que assolou Juiz de Fora no dia 23 de fevereiro. Segundo Thaís Terra Pinto, filha da vítima, o contato com o vírus teria ocorrido no dia 24 de fevereiro, menos de 24 horas após o temporal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp "Ela me mandou um áudio falando que ia na casa de amigos que sofreram com a enchente e a casa estava inundada. Foi a única coisa diferente que ela fez. A mesma água e comida que ela consumiu meu filho também consumiu e a moça que ela cuidava também, e ninguém teve nada", contou a filha. Ângela morreu no início da madrugada do dia 30 de abril, cerca de dois meses após o contato com a lama e a água da enchente. Conforme a família, durante os dias em que a mãe esteve internada, os profissionais de saúde explicaram que o vírus pode ficar incubado por esse período, o que levantou a suspeita da doença. "Embora a rua onde ela morava lá em Santa Luzia não ter alagou, o deslocamento para ajudar esses amigos que ela disse que foi ajudar e até a ida para o trabalho pode ter sido os pontos de exposição", completou Thaís. A cuidadora deixou duas filhas e um neto de 8 anos. Ângela Cristina Terra Pinto, primeira vítima por hepatite A em JF, ao lado das filhas e do neto Thaís Terra Pinto/Arquivo Pessoal Sintomas confundidos com gripe: cronologia O avanço da doença foi descrito pela filha como "fulminante". Conforme Thaís, a mãe começou a passar mal no dia 24 de abril, mas achou que estava com uma gripe forte. Com a piora rápida e quadro de vômitos, Ângela deu entrada na UPA Santa Luzia no dia 27 de abril e o estado de saúde já era crítico: "Quando fui buscar ela em casa ela já estava bem debilitada. Lá na UPA foi atendida rápido e quando saíram os exames o médico alertou que o caso era grave e que os rins e o estado neurológico dela já estavam comprometidos", explicou. Na noite do dia 28 de abril, diante da gravidade do caso, a mulher foi transferida para o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus. Ângela morreu no início da madrugada do dia 30 de abril. "Quando fomos na visita ela já estava amarrada, sem conversar, então foi um avanço muito rápido. Depois que fomos embora o médico ligou, por volta das 21h, para avisar que o fígado tinha parado, que ela teve uma parada cardíaca por dois minutos e os órgãos já estavam parando, uma sepse e aí pouco tempo depois ela faleceu". Óbito em investigação Segundo o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, a confirmação de que Ângela Cristina estava com hepatite A ocorreu após o Setor de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) receber os resultados de análises laboratoriais que atestaram positivo para a presença do vírus. Apesar da confirmação do hospital, a Prefeitura disse, em nota, que o óbito segue em investigação e que a análise laboratorial é apenas uma das etapas, que também considera quadro clínico, antecedentes epidemiológicos, fatores de risco e outras informações necessárias para determinar a causalidade. (veja a nota na íntegra abaixo). Casos em 2026 é o maior dos últimos 10 anos Até o fim de abril, Juiz de Fora confirmou 808 casos da doença, o que representa mais de 70% dos registros de hepatite A registrados em todo o estado de Minas Gerais em 2026. O número é superior ao total acumulado de casos registrados na cidade nos últimos dez anos, entre 2016 e 2025. A análise territorial indica que os casos estão distribuídos por todas as regiões da cidade, com maior concentração na área central e na zona sul. Nota da Prefeitura na íntegra A Prefeitura de Juiz de Fora informa que o óbito de uma mulher, de 60 anos, com exame reagente para Hepatite A, segue em investigação. A análise laboratorial é apenas uma das etapas da investigação de óbito, que também considera quadro clínico, antecedentes epidemiológicos, fatores de risco e outras informações necessárias para determinar a causalidade. A PJF mantém o monitoramento dos casos na cidade, inclusive em razão do período de incubação da Hepatite A. Os dados mais recentes, no entanto, apontam queda média de 32% entre as cinco últimas semanas epidemiológicas, indicando tendência de redução. Por fim, conforme informado pela Secretaria de Estado de Saúde em entrevista a uma TV local, a Prefeitura reitera que Juiz de Fora não vive um cenário de surto. 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