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‘Difícil descrever’, diz Yé Borges sobre vandalismo no memorial do Clube da Esquina, em BH

Ponto eternizado nas músicas do Clube da Esquina é alvo de crime “É difícil até descrever o que a gente sente numa situação dessa.” O desabafo é de ...

‘Difícil descrever’, diz Yé Borges sobre vandalismo no memorial do Clube da Esquina, em BH
‘Difícil descrever’, diz Yé Borges sobre vandalismo no memorial do Clube da Esquina, em BH (Foto: Reprodução)

Ponto eternizado nas músicas do Clube da Esquina é alvo de crime “É difícil até descrever o que a gente sente numa situação dessa.” O desabafo é de Yé Borges, irmão do músico Lô Borges, após o memorial do Clube da Esquina, no bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, ser vandalizado na madrugada desta sexta-feira (23). O ataque ocorreu a dois dias do segundo turno das eleições e moradores suspeitam de motivação política após relatos de gritos de "Fora Lula" na região. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O espaço, localizado no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, teve placas em homenagem aos integrantes do movimento musical cobertas por tinta vermelha. À TV Globo, Yé lamentou o vandalismo e relembrou a importância da esquina para a história da música brasileira. “Para mim é muito difícil. Vi nascer o Clube aqui na esquina. A gente jamais poderia imaginar que viraria uma referência no mundo. É muito triste, a violência não pode tomar conta das pessoas”, afirmou. O irmão de Lô Borges também criticou a intolerância e defendeu o respeito às diferenças políticas. “Vote em quem você quiser, mas não precisa agredir ninguém. Não precisamos chegar a essas vias de fato, isso é péssimo para a sociedade. É o legado que vamos deixar para os nossos filhos, para as nossas crianças: o ódio”, disse. Apesar da indignação, Yé fez um apelo para que o episódio não seja respondido com mais violência. “O ódio às vezes tenta me invadir, mas eu não deixo. O ódio gera ódio. A gente tem que emanar amor.” Memorial na esquina das ruas Paraisópolis e Divinópolis, no bairro Santa Tereza, foi vandalizada na madrugada desta sexta-feira (23) Imagens cedidas ao g1 Suspeita de motivação política Segundo a professora Graziela Viana, coordenadora de projeto que propõe tornar o Clube da Esquina em patrimônio cultural e imaterial do estado, câmeras de segurança de imóveis vizinhos registraram o momento em que um carro parou próximo ao memorial. Nas imagens, uma pessoa aparece com um pote de tinta e joga o conteúdo sobre as placas instaladas na esquina histórica. Em entrevista à TV Globo, Graziela levantou a possibilidade de que o vandalismo tenha sido premeditado e esteja relacionado às eleições deste domingo (25). A professora relatou que gritos de "Fora Lula" foram ouvidos na região, mas ressaltou que não há provas de que o ataque tenha motivação política. “A gente não sabe se tem conotação política, porque foram ouvidos ‘Fora Lula’”, afirmou. Ela destacou que a esquina é tradicionalmente um espaço de manifestações culturais, encontros e discussões, inclusive sobre política. Por isso, considera a possibilidade de o local ter sido escolhido intencionalmente. Esquina histórica O memorial fica em um dos pontos mais conhecidos do bairro Santa Tereza, onde surgiu o Clube da Esquina, movimento musical que ganhou projeção nacional e internacional a partir do trabalho de artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta. Em dezembro de 2024, a casa localizada na esquina histórica foi reinaugurada após uma reforma. O imóvel passou a abrigar um espaço de coworking e atividades culturais. A revitalização também incluiu a instalação de um banco e de placas na calçada em homenagem aos músicos do Clube da Esquina. O vandalismo ocorreu três dias antes do aniversário de Milton Nascimento, que completa 84 anos na próxima segunda-feira (26). Veja os vídeos mais vistos do g1 Minas:

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