Delegada esposa de réu por morte de gari é transferida na PolÃcia Civil após mais de um ano afastada
Ana Paula Lamego Balbino Nogueira Arquivo pessoal A delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, mulher de Renê da Silva Nogueira Junior, réu pela morte do gar...
Ana Paula Lamego Balbino Nogueira Arquivo pessoal A delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, mulher de Renê da Silva Nogueira Junior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte, foi transferida pela PolÃcia Civil de Minas Gerais (PCMG) para o setor administrativo. Ela atuava na Casa da Mulher Mineira e agora vai prestar serviços na Diretoria de Administração e Pagamento de Pessoal (SPGF). O caso ocorreu em agosto de 2025, quando Renê atirou contra o gari após uma discussão de trânsito. A arma usada no crime pertencia à Ana Paula. A remoção da delegada foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais em 20 de agosto. Segundo a portaria, a decisão ocorreu após solicitação da chefia da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (Defam) e manifestação jurÃdica da corporação. No entanto, ela continua afastada do trabalho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A remoção foi aprovada por unanimidade pelo Órgão Especial do Conselho Superior da PolÃcia Civil, em reunião realizada em 18 de agosto. Agora no g1 Nova licença médica Poucos dias antes da publicação da remoção, em 11 de agosto, a PolÃcia Civil havia publicado uma portaria concedendo a Ana Paula licença para tratamento de saúde por mais 30 dias, a partir de 8 de agosto. O documento informa que se tratava de uma prorrogação. A servidora pública está sem exercer a função desde 13 de agosto de 2025, dois dias após o crime. No entanto, ela continua sendo remunerada; em julho, o último mês disponÃvel para a consulta, Ana Paula recebeu R$ 19.248,24, segundo informações disponÃveis no Portal da Transparência do Estado de Minas Gerais. Processo na Corregedoria A delegada também é alvo de um processo administrativo disciplinar na Corregedoria-Geral da PolÃcia Civil de Minas Gerais (PCMG). Ela foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo e por prevaricação, já que a arma usada no crime pertence a ela. Relembre o caso O empresário Renê da Silva Nogueira Junior é réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, durante uma discussão de trânsito no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, em agosto de 2025. Segundo as investigações, Renê teria se irritado porque o caminhão de coleta de lixo ocupava a via. Ele teria ameaçado o motorista do veÃculo e, em seguida, efetuado disparos contra os trabalhadores. Laudemir foi atingido no abdômen e morreu no local. Uma semana após o crime, Renê confessou ter feito os disparos. Em depoimento, afirmou que utilizou uma arma pertencente à mulher, a delegada Ana Paula, sem o conhecimento dela. A perÃcia confirmou que a arma usada no crime pertencia à delegada. Após o homicÃdio, a PolÃcia Civil abriu procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à guarda e ao acesso ao armamento. Em junho, Renê teve mais um pedido de habeas corpus negado pela Justiça. VÃdeos mais vistos no g1 Minas Gerais