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Com 36 novos nomes de empregadores na 'Lista Suja' do trabalho escravo, MG fica no topo de ranking nacional

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Minas Gerais ficou no topo do ranking da "Lista Suja" do trabalho escravo no Brasil, segundo o governo federal. O docum...

Com 36 novos nomes de empregadores na 'Lista Suja' do trabalho escravo, MG fica no topo de ranking nacional
Com 36 novos nomes de empregadores na 'Lista Suja' do trabalho escravo, MG fica no topo de ranking nacional (Foto: Reprodução)

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Minas Gerais ficou no topo do ranking da "Lista Suja" do trabalho escravo no Brasil, segundo o governo federal. O documento público é atualizado a cada seis meses com os nomes de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. Nesta terça-feira (7), foram adicionados 169 patrões e empresas do país ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Trinta e seis deles são de MG (consulte mais abaixo). Com a nova lista, o total de empregadores chegou a 615. Entre os estados com mais nomes listados, aparecem, depois de Minas, respectivamente: São Paulo (20), Bahia (17), Paraíba (17) e Pernambuco (13). As atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos no documento foram: serviços domésticos (23); criação de bovinos para corte (18); cultivo de café (12); construção de edifícios (10); serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6). No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão pelo país. A atualização também excluiu 225 empregadores que completaram os dois anos de permanência no cadastro. Novos nomes na lista Amado Batista é incluído na 'lista suja' do trabalho escravo Entre os novos nomes incluídos na lista nacional estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD. No caso do cantor Amado Batista, ele aparece em duas autuações registradas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro. Os casos ocorreram em 2024. Em nota enviada ao g1, a assessoria do cantor afirmou que são "completamente falsas e inverídicas" as informações sobre o resgate de 14 pessoas em propriedades vinculadas ao artista. De acordo com a nota, não houve resgate de trabalhadores, e todos os funcionários seguem exercendo suas atividades normalmente. Já a montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de empregados chineses em dezembro de 2024. Ao todo, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). Os trabalhadores chineses foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local. Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa. A montadora afirmou ainda que não tolera desrespeito à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região. No fim de 2025, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) firmou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e duas empreiteiras, após ajuizar ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Após o acordo, a BYD afirmou manter um compromisso inegociável com os direitos humanos e informou que iria se manifestar nos autos da ação movida pelo órgão. O g1 procurou a BYD para comentar a inclusão na "lista suja", mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Os estados com maior número de empregadores incluídos foram: Minas Gerais (36); São Paulo (20); Bahia (17); Paraíba (17); Pernambuco (13); Goiás (10); Mato Grosso do Sul (10); Rio Grande do Sul (9); Mato Grosso (7); Paraná (6); Pará (5); Santa Catarina (4); Maranhão (4); Acre (2); Distrito Federal (2); Espírito Santo (2); Rio de Janeiro (2); Amazonas (1); Ceará (1); Rondônia (1); Sergipe (1). LEIA TAMBÉM: Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD Amado Batista na lista suja do trabalho escravo: defesa nega resgate de trabalhadores e diz que irregularidades foram corrigidas BYD está entre os nomes incluídos na 'Lista suja' do trabalho escravo Como alguém vai parar na lista? Auditores fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na "lista suja" quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota no Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. Este é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. Saiba o que é trabalho escravo Saiba o que é trabalho escravo Trabalhadores de colheita de cebola foram resgatados em condições semelhantes à escravidão em Jeriquara (SP) Ministério Público do Trabalho/Divulgação

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