Chuva deixa mortos em Juiz de Fora e prefeitura decreta calamidade
Mapa dos locais com atendimento às ocorrências em Juiz de Fora Reprodução As chuvas que atingem Juiz de Fora, na Zona da Mata em Minas Gerais, deixaram mort...
Mapa dos locais com atendimento às ocorrências em Juiz de Fora Reprodução As chuvas que atingem Juiz de Fora, na Zona da Mata em Minas Gerais, deixaram mortos e ao menos 20 ocorrências de soterramento. Na madrugada desta terça-feira (24), foi decretado estado de calamidade pública no município. As aulas foram suspensas em todas as escolas municipais. De acordo com a prefeitura este é o fevereiro mais chuvoso da história na cidade, com 584 milímetros acumulados em 6 horas - o dobro do esperado para o mês. O temporal começou no fim da tarde de segunda e há previsão de mais chuva. Conforme apurado pelo g1 Zona da Mata, com informações dos bombeiros, informações preliminares apontam ao menos 15 mortes em decorrência da chuva. Os sobreviventes resgatados das ocorrências são levados para o HPS, que é referência na cidade. O Rio Paraibuna e os Córregos transbordaram. Houve desabamento de imóveis e deslizamentos de terra. Pontes e Mergulhão, que ligam bairros ao Centro estão fechados, há também árvores caídas. De acordo com o Tenente Henrique Barcellos, dos bombeiros em Juiz de Fora, foram mais de 40 chamadas emergenciais na madrugada por vias bloqueadas moradores ilhados e casas atingidas. "Deslocamos no início da madrugada equipes da equipe do Batalhão do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta à desastres ambientais, mais de 20 militares e cães de busca para reforçar a operação", disse. Queda de um barranco atinge prédio e casas em Juiz de Fora Luiza Sudré/g1 sudeste 584 mm acumulada A noite de segunda (23) e o início da madrugada de terça-feira (24) foram marcadas por destruição em Juiz de Fora. O acumulado de chuva, que chegou a 180 mm em alguns pontos, provocou desabamentos de edificações e deslizamentos de terra. No bairro Paineiras, na região Central da cidade, a queda de um barranco atingiu o primeiro pavimento de um prédio e de duas casas na rua Engenheiro Murilo Miranda de Andrade. Pelo menos 15 moradores ficaram presos nas edificações e duas foram soterradas. "Algumas pessoas conseguiram sair por outro lado, onde há um prédio grande de quatro ou cinco andares. Quinze pessoas estavam no último andar. A princípio, um casal ficou soterrado. A esposa já conseguiu sair e não temos notícias do esposo", explicou o sargento Oliveira.